Coisas simples fazem grande diferença na saúde mental

Em videoconferência realizada nesta manhã pela AGR, analista comportamental enumera hábitos e atitudes que podem prevenir adoecimento e manter saúde da mente no dia a dia. Evento marca adesão da agência ao Janeiro Branco

A Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos Estaduais (AGR) realizou, na manhã desta quarta-feira (21/01), uma videoconferência sobre Saúde Mental, com a psicóloga clínica e doutora em análise comportamental, Nagi Hanna Salm Costa, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC GO). Além de destacar a importância de se pensar a saúde mental de forma integral e a necessidade de se identificar os primeiros sinais de mudanças no comportamento, ela afirmou que pequenas coisas, como ouvir uma música ou sentar perto de uma janela e sentir o vento e o sol, podem promover a saúde mental preventiva.

Da mesma forma, no ambiente de trabalho, segundo a analista, pequenos ajustes podem garantir melhores condições para que o trabalho seja realizado num clima organizacional de mais tolerância e empatia. De acordo com ela, estudos revelam que não é a remuneração que segura o trabalhador numa instituição, e que muitos abrem mão de bons salários para ter uma boa qualidade de vida e de saúde. Portanto, no ambiente de trabalho, a desmotivação por diferentes fatores pode levar ao adoecimento mental.

O evento marcou a adesão da AGR à campanha Janeiro Branco, criada em 2014 por psicólogos e psiquiatras para chamar atenção para a necessidade de cuidados com a saúde mental. Dentre outras coisas, a campanha busca incentivar as pessoas a mudarem hábitos para serem mais felizes. A live teve a coordenação da equipe do Serviço de Segurança do Trabalho (Sesmt) e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), com apoio da Gerência de Gestão Institucional (GGI).

Identificar sinais e investigar causas

Segundo Nagi Hanna, os padrões de comportamento afetam todas as áreas da vida de uma pessoa, seja no círculo familiar e social, seja no campo político, no trabalho e, também, a vida financeira. Se ela não está bem, isso pode trazer prejuízos nas suas relações com tudo e com todos, por isso é importante que os primeiros sinais de mudança sejam identificados precocemente. Ela observou que, em época de pandemia, a ansiedade, o medo e o estresse estão entre as principais causas que podem desencadear mudanças de comportamento.

Os primeiros sintomas que aparecem nessas mudanças são, entre outros, cansaço excessivo, falta de apetite, mudança de humor, insônia e tendência ao isolamento. Observar no início e buscar apoio é o mais indicado, conforme explicou Nagi Hanna. Além de identificar os primeiros sinais, Nagi Hanna explica que é importante procurar investigar as causas do problema. Para isso, as terapias são de grande ajuda porque com elas as pessoas aprendem novos repertórios e percebam com mais clareza e mais rápido as formas de adoecimento.

Ter uma pluralidade de relações, uma rede social robusta, capaz de dar o apoio necessário em momentos como este é o ideal, segundo Nagi Hanna, porque contando com amigos de infância, de escola, na família, na igreja, num curso ou outra atividade, será mais difícil a pessoa se isolar. A isso, a analista Nagi Hanna chama de rede de proteção social.

Cuidados na manutenção da saúde mental

Entre os cuidados para a manutenção da saúde mental, entre outros, Nagi Hanna apontou, ainda, a higiene do sono, em que se faz uma revisão dos fatos principais do dia e uma agenda de atividades para o dia seguinte, incluindo ambientação propícia para o sono, práticas de relaxamento, alimentação leve, banho quente e chás; práticas físicas diárias, que ajudam na sensação de bem-estar; traçar objetivos e metas bem definidas com prazos e etapas a serem executadas; evitar procrastinar tarefas, atitudes e cuidados com a saúde; e impor limites nas formas de tratamento das pessoas.

E, segundo reforçou, coisas simples, pequenas coisas do dia a dia, ajudam a prevenir o adoecimento da mente. Ouvir música, conversar com um amigo, cozinhar, tomar um chá, sentar perto de uma janela e sentir o sol e o vento, caminhar ao ar livre, com o devido cuidado durante a pandemia, fazer o que gosta de fazer ajuda a promover uma melhor qualidade de vida e a evitar o adoecimento.

Como lição de casa, Nagi Hanna indicou a produção de uma lista de tudo o que se gosta de fazer e, no dia a dia, procurar fazer uma ou outra. São pequenos hábitos que vão alterar a rotina. Outra lista é a de metas para o ano, que podem abranger desde os objetivos mais simples como aqueles mais desafiadores. Para estes, pode ser interessante dividir a meta em etapas, para que se torne viável dentro dos prazos estabelecidos.

Nagi Hanna falou também de questões como o alcoolismo e outras drogas e de como as práticas saudáveis podem promover alterações químicas no cérebro e vários outros aspectos relacionados ao tema. Respondeu a várias perguntas dos servidores da AGR e parabenizou a Agência pela iniciativa no contexto do Janeiro Branco. O coordenador do evento, Jeremias Borges, do Sesmt/Cipa, bem como a gerente de Gestão Institucional, Kammilla Ferreira, que apoiou a videoconferência, agradeceram a participação da palestrante e dos servidores.

Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização (AGR)- Governo de Goiás

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